Você perde urina ao tossir, espirrar ou quando realiza esforços físicos? Não consegue controlar a bexiga? Provavelmente você está sofrendo com incontinência urinária (IU)! A perda urinária involuntária não é normal e deve ser observada com atenção. Nem sempre está relacionada com o envelhecimento, afeta todas as idades e acomete mais as mulheres.

A incontinência urinária é uma condição silenciosa, poucos estão totalmente abertos a contar a sua experiência. Isso provoca problemas sociais e psicológicos, pois interfere na qualidade de vida do paciente.

A idade é o principal fator de risco devido às alterações do sistema urinário nos idosos, como a diminuição da capacidade da bexiga, enfraquecimento do assoalho pélvico (conjunto de músculos, ligamentos e elementos ósseos responsáveis pela sustentação de órgãos pélvicos) e das contrações da bexiga.

O aumento nos casos das mulheres pós-menopausa é influenciado pelas mudanças hormonais, principalmente a diminuição de estrogênio, além da vaginite atrófica (inflamação da vagina) e diminuição da força do esfíncter uretral.

Infecções urinárias ou vaginais, bexiga hiperativa, obesidade, comprometimento da musculatura dos esfíncteres ou do assoalho pélvico, gravidez e tipo de parto (principalmente normal) também são fatores que contribuem para o surgimento da IU.

Tipos de incontinência

  • Incontinência urinária de esforço (IUE): É a perda de urina ao tossir, caminhar, correr e outros movimentos que forçam a região intra-abdominal. A IUE causa muitos transtornos aos pacientes, pois preferem evitar exercícios físicos ou até mesmo sair para algum lugar por receio de vazamento da urina.
  • Incontinência urinária de urgência (IUU):  Caracterizada pela vontade urgente de urinar, a pessoa perde urina antes de chegar ao banheiro. É causada por uma contração involuntária da bexiga.
  • Incontinência por transbordamento: Como o nome sugere, a bexiga chega a transbordar com tanto volume. Este tipo de incontinência geralmente é provocado pelo enfraquecimento do músculo da bexiga.
  • Incontinência urinária mista (IUM): Quando o paciente apresenta mais de um tipo de incontinência urinária.

Tratamentos

Para determinar a causa e identificar o tipo de IU, os seguintes exames geralmente são solicitados: ultrassonografia de vias urinárias e pélvica, exame de urina e estudo urodinâmico.

Os tratamentos podem ser cirúrgicos ou não-cirúrgicos, variando de acordo com o tipo e o grau de incontinência. Na maioria dos casos não há necessidade de intervenção cirúrgica.

Um poderoso aliado no tratamento da incontinência urinária é o laser de CO2. Minimamente invasivo, ele estimula a produção de colágeno na mucosa vaginal e tonifica os tecidos da região. O procedimento é indolor, com recuperação rápida e ainda traz outros benefícios: diminuição da flacidez, aumenta a circulação sanguínea da vagina e a lubrificação natural.

Outra alternativa pouco invasiva é a fisioterapia pélvica por meio de exercícios simples de fortalecimento e contração dos músculos do assoalho pélvico.

Se os sintomas estão afetando a sua rotina diária, impossibilitando a realização de tarefas comuns, consulte o seu ginecologista o mais rápido possível.